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SERVIÇO SOCIAL: Olhar o outro como a si mesmo.

 

A essência do serviço social é o olhar para as desigualdades sociais expressas pela fome, desemprego, falta de acesso à educação, falta de autoestima, indiferença, falta de acesso aos direitos econômicos, políticos, sociais e culturais de grande parte da população.

 

O Serviço Social surgiu no Brasil, em função dos interesses capitalistas, aliados as doutrinas religiosas, objetivando a legitimidade do poder político. Segundo Bulla (2003) era um acordo de cooperação mútua em que a Igreja dava suporte Às políticas sociais do Estado e este permitia o seu amplo acesso aos indivíduos objetivando “restaurar” a sociedade cristã daquela época. A institucionalização da profissão de Assistente Social ocorreu devido ao crescimento das instituições de prestação de serviços sociais e assistenciais gerido pelo Estado.  A Lei 3252 de agosto de 1957 junto com o Decreto 994 de 15 de maio de 1962 regulamentou a profissão.

 

A profissão de assistente social possui um projeto profissional coletivo e hegemônico, denominado: projeto ético-politico, que manifesta o compromisso dos profissionais com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e garantidora de direitos universais. Este projeto é legitimado na Lei 8662/93, no código de Ética Profissional de 1993 e nas Diretrizes Curriculares.

Os assistentes sociais atuam nas mais diversas áreas: saúde, previdência, assistência social, educação, habitação, justiça, empresas, etc. Com o papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar politicas, programas e serviços sociais, por meio de uma ação global de caráter socioeducativo e de prestação de serviços.

 

A atuação do assistente social na área da saúde é prioridade a empatia do profissional com a pessoa atendida, é colocar-se no lugar do outro para entender a situação vivida. É necessário respeito às diferentes culturas e vivências abrindo caminho ao diálogo e entendimento. Na oncologia o Assistente Social busca guiar o paciente e seus familiares aos melhores caminhos dentro do momento vivido. O profissional avalia a relação familiar deste paciente, a fragilidade provocada pela doença, a vulnerabilidade socioeconômica não só do paciente, mas de toda a família, suas condições habitacionais, suas dificuldades ao acesso ao serviço de saúde, acolhendo e encaminhando para possíveis soluções. Outra importante atribuição do assistente social ao paciente oncológico é orienta-lo e a seus familiares quanto aos direitos garantidos por lei, em função da doença e quais são os critérios e melhor forma de acessar esses direitos. Também nas casas de apoio e ONGs, a principal atribuição dos assistentes sociais com pacientes oncológicos é ao atendimento as situações de vulnerabilidade vivenciadas por eles e suas famílias.

 

No Instituto Mineiro de Prevenção e Assistência ao Câncer-IMPAC, os pacientes que buscam a ajuda do serviço social são pessoas que se encontram em dificuldades de assegurar seu tratamento oncológico devido suas precárias condições econômicas. São em sua grande maioria adultos e idosos, procedentes da grande Belo Horizonte, da capital, e do interior do estado.  O atendimento da assistente social ao paciente oncológico na instituição inicia-se pelo acolhimento a ele e a sua família. Utilizando-se da entrevista e observação individual, é feito uma análise dos detalhes do cotidiano do paciente por ele mencionado, procurando entender suas reais demandas e dificuldades. Por meio do diálogo buscamos compreender a realidade vivida pelo paciente, perceber seus sentimentos, dúvidas, medos e necessidades não expressadas. A partir desse conhecimento do paciente e compreensão real da dificuldade é feito o atendimento a sua solicitação. Além do atendimento a demanda de caráter emergencial solicitada, a ação da assistente social procura identificar se existem outras situações de dificuldades não mencionadas pelo paciente.

 

A assistente social informa ao paciente quando de sua chegada ao IMPAC as diferentes oficinas que a instituição oferece com a finalidade de ser uma nova fonte de renda, socialização e instrução. É também de responsabilidade da Assistente Social do Impac a coordenação destas atividades por meio do trabalho de profissionais voluntários.

 

É destaque na atuação da assistente social no IMPAC a visita domiciliar. São visitas aos pacientes que com o desenrolar do processo da doença não podem mais comparecer a instituição. Observando as necessidades do paciente a assistente social informa a respeito dos recursos que o IMPAC pode oferecer naquele momento como: cama hospitalar, cadeira de banho, de rodas e outros benéficos que sejam necessários. Orienta quanto ao direito do paciente frente à nova situação por ele vivenciada, por exemplo: o direito de ir de ambulância de sua residência para os hospitais para fazer algum tratamento oncológico. Os familiares também são orientados sobre os recursos existentes na comunidade, como o atendimento dos agentes comunitários de saúde, do PSF- Programa Saúde da Família.

 

“A função do assistente social não se limita exclusivamente a prestação de serviço, mas se estendem também à função de promoção, capacitação, conscientização, mantendo e aprofundando o contato com o usuário estimulando a reivindicação dos seus direitos na melhora dos serviços de oncologia, e na forma de atendimento ás suas necessidades.”     (Helena HartKe, 1992)

 

É o olhar para o todo captando as necessidades do paciente, entendendo suas demandas e encaminhando para os profissionais habilitados nas diversas áreas da Instituição, assim como evidenciar sempre à equipe de trabalho a importância desta missão e a diferença que se faz na vida do paciente ao trabalhar de forma humanizada e acolhedora.

 

Rachel Guimarães – assistente social

CRESS 7977

 

REFERÊNCIAS

Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília. Senado Federal, 1998.

Bulla, Leonia Capaverde. Relações sociais e questão social na trajetória histórica do serviço social brasileiro. Revista Virtual Textos &Contextos. N °2. ano II. dez. 2003.

Carvalho, R.& Iamamoto, M. V. Relações sociais e Serviço Social no Brasil. 11. ed. São Paulo: Cortez, 1996.

CFSS –http://revistaseletronicas.cfss.br/Rio de Janeiro-R J. -

Hartze, Helena de Oliveira. Serviço social e seguridade social+=saúde pública. Tese 1 In: Caderno de teses. Sétimo Congresso brasileiro de Assistência Social. São Paulo, 1992.

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