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Durante as férias de Julho, vamos dar dicas de como você pode contribuir de alguma forma em casos que necessitem de socorro rápido podendo, muitas vezes, salvar vidas.

 

“Primeiros socorros são cuidados prestados rapidamente a pessoas (vítimas) em situações de acidentes ou de mal súbito, no local onde o fato está ocorrendo, esses cuidados podem salvar vidas ou evitar que situações mais graves aconteçam até que o socorro especializado chegue” (MS,2003).

 

Existem duas palavras que as pessoas confundem muito:

 

- “Emergência: é uma situação que envolve risco de morte imediato, ou seja, a pessoa pode morrer a qualquer momento e deve ser atendida o mais rápido possível” (Politicas Nacional de Atenção às urgências, MS 2003) na emergência o atendimento não pode esperar!

 

Exemplos:

Parada cardiorrespiratória, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), hemorragias volumosas, Acidente Vascular Encefálico (AVE) ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), falta de ar intensa, aumento súbito da pressão, acidentes graves, afogamentos, choques elétricos, grandes queimados, intoxicações graves, obstrução de vias aéreas por corpos estranhos (engasgos sem conseguir tossir, a pessoa não consegue respirar), alguns tipos de crises convulsivas, acidentes por arma de fogo e arma branca (como perfurações no peito, abdome e cabeça e grandes artérias, reações alérgicas intensas, tentativas de suicídios... esses são alguns dos muitos casos de emergência que devem ser atendidos imediatamente.

 

- “Urgência: é uma situação que envolve risco de morte mediato, ou seja, a pessoa pode morrer, mas você tem um tempo maior para atendê-la” (Politicas Nacional de Atenção às urgências, MS 2003).

 

Exemplos:

Dor abdominal intensa, cólicas renais, história de convulsão, febre alta, náuseas, vômitos e diarreias persistentes, fraturas sem hemorragias, dor lombar súbita muito intensa, tonturas intensa, diminuição do nível da consciência... São alguns exemplos de urgências que deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.

 

As urgências e emergências são classificadas justamente para dar prioridade no atendimento, um exemplo simples: duas pessoas: uma em parada cardio respiratória (emergência) e a outra com aumento da temperatura corporal – febre alta (urgência), a parada cardiorrespiratória não pode esperar, deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar de imediato senão a pessoa morre já a febre alta (39º/40ºC) é uma urgência podendo esperar alguns minutos até o atendimento, grosso modo, a temperatura corporal aumentada (febre alta) não vai levar ao óbito (morte) de imediato a parada cardiorrespiratória se não reanimar leva ao óbito.

 

Identificando a situação como emergência ou urgência é possível buscar um atendimento adequado para garantir a continuidade da vida do envolvido no incidente. Nesta série você encontrará alguns fatos que podem ocorrer e que levam à necessidade de um atendimento de primeiros socorros, começando com informações sobre:

 

Convulsões

“Convulsão ou crise convulsiva é uma condição muito frequente, em todas as idades, especialmente em crianças nos primeiros anos de vida. A convulsão acontece por causa de uma falha na condução elétrica no cérebro, levando à maior atividade elétrica em algum ponto suscetível deste, o que provoca os sintomas da crise convulsiva (abalos musculares, perda da consciência, salivação, e em alguns casos perda esfincteriana – diurese e evacuação espontânea durante as crises).” (MIRANDA, 2015)

 

Resumidamente, é um tipo de ataque que ocorre por um distúrbio no cérebro (como se fosse um curto circuito). A vítima tem movimentos involuntários e desordenados, em geral há perda da consciência durante a (s) crise (s).

“Crises epilépticas (convulsivas ou não) são mais comuns do que se imagina. Cerca de 9% da população apresentará pelo menos uma crise ao longo da vida” (DULAC,2007).

 

Tipos de convulsões e sintomas

“O tipo mais comum e conhecido de convulsões é a crise convulsiva generalizada, onde o indivíduo desmaia, e começa a ter abalos generalizados, sem nenhuma consciência, geralmente revirando os olhos e com hipersalivação acompanhando o quadro.” (MIRANDA, 2015)

 

 Este tipo de crise é mais urgente e grave, pois precisa ser atendido com rapidez e atenção para evitar danos cerebrais no paciente, além de lesões físicas decorrentes dos movimentos involuntários.

 

Existem, entretanto, outros tipos de crises convulsivas, menos frequentes mas relatadas na história da medicina, são elas: as crises de ausência, em que a pessoa fica com olhar paralisado por alguns segundos e mesmo com os olhos abertos está sem consciência, ela passa rapidamente sem maiores sequelas;  as crises parciais complexas, apresentam sintomas diferentes em cada indivíduo e também a cada crise, podem acontecer  “movimentos da boca, virada da cabeça, mistura de vários movimentos estranhos, sempre com alguma perda da consciência, mas sem desmaio completo, como ocorre nas crises generalizadas” (MIRANDA, 2015) e ainda, as crises parciais simples, em que o indivíduo apresenta alguns sintomas localizados, como movimentos involuntários e incontroláveis de determinada parte do corpo (braço, perna) e não perde a consciência, ele consegue explicar claramente o que lhe aconteceu. (MIRANDA, 2015)

 

Cuidados de imediato:

  • Mantenha-se calmo (a) e acalme quem assiste a crise;

  • Afastar objetos que possam causar lesões na vítima;

  • Afastar curiosos e dar espaço para a vítima respirar;

  • Proteger a cabeça da vítima com as mãos e/ou ponha qualquer coisa macia  por baixo da cabeça (roupas ou travesseiros) isso impede que a vítima bata a cabeça no chão e/ou em objetos;

  • Não tracionar (puxar) a língua, nunca colocar objetos na boca para segurar a língua (tipo colher, caneta, madeira, dedos...);

  • Lateralizar a cabeça (colocar a pessoa de lado) para que a saliva escorra para fora da boca evitando engasgos;

  • Observar se a respiração está adequada (se a vítima está respirando normalmente);

  • Nunca dê alimentos a pessoas que estejam inconscientes;

  • Não impeça os movimentos da vítima, somente certifique-se que nada ao seu redor irá machuca-la;

  • Não jogue água no rosto da vítima;

  • Se possível marque o tempo que durou a (s) crise (s), pode levar até três minutos, se não parar chame o socorro especializado.

  • Limpar secreções salivares com um pano ou papel para facilitar a respiração;

  • Afrouxe as roupas (em volta do pescoço) deixe a vítima descansar e permaneça ao lado dela até que volte a respirar calmamente e volte a acordar;

  • Ofereça-se para ajudar no retorno para casa ou chamar alguém da família;

  • Orientar a vítima a buscar auxílio médico.

 

Muitas pessoas se assustam ao presenciar uma pessoa com crise convulsiva, contudo, para aquele que sofre a convulsão sua ajuda é de extrema importância, haja vista que durante os episódios de convulsões o risco de lesões em decorrência da perda da consciência e dos movimentos involuntários pode ocasionar queda desprotegida da vítima ao chão podendo gerar ferimentos e até mesmo fraturas, por isso é de suma importância tomar os cuidados necessários.

 

“A crise convulsiva não é um processo contagioso ou transmissível, sendo assim, não há qualquer risco para aquele que auxilia um indivíduo nesta condição” - Associação brasileira de epilepsia (ABE).

 

 

Referências:

 

http://www.epilepsiabrasil.org.br

ABE (Associação Brasileira de Epilepsia)

Manual de primeiros socorros, núcleo de biossegurança, Fundação Oswaldo Cruz/MS – 2003.

Protocolos de Suporte Básico de Vida – MS.

 Politicas Nacional de Atenção às urgências, MS 2003.

MIRANDA, Maramélia. Convulsões e Epilepsia: Entenda qual é a diferença!. Disponível em: <http://www.ineuro.com.br>, acesso em: 30 junho 2016.

 

Dulac O, Leppik IE. Initiating and discontinuing treatment. In:

Engel Jr. J & Pedley TA, editores. Epilepsy: a comprehensive

textbook. 1ª ed. New York: Lippincott-Raven Publishers; 1997.

p.1237-46.

 

 

 

 

 

 

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